Pills and Drugs with Arrows Inside Person --- Image by © Images.com/Corbis

Quando pensamos em ambientes organizacionais consideramos que os mesmos são constituídos por pessoas, as quais se comportam e se manifestam de acordo com os estímulos que recebem. Podemos também, considerar que esses ambientes podem, de acordo com as circunstâncias e estímulos que recebem, interna e externamente, adoecer também?

Via de regra, costumamos atribuir os comportamentos patológicos somente às pessoas, deixando de considerar que o modelo de gestão adotado pela alta direção das empresas, em momentos de crise, pode e provavelmente deve estar desencadeando esses comportamentos.

Modelos de gestão que adotam uma postura de centralização, rigidez nos controles, desconfiança e excessivo planejamento, dão mostras claras que essas empresas estão desenvolvendo comportamentos adoecidos. Pelo fato de se sentir responsável por encontrar as saídas heroicas para a situação, a alta direção assume sozinha o fardo de garantir a sobrevivência/saúde do negócio, cultivando  esses comportamentos pouco saudáveis.

Empresas adoecidas não conseguem enxergar, aceitar  suas doenças e consequentemente, não conseguem resolver seus problemas. Ao contrário, cultivam os que já existem e desenvolvem outros, sempre mais tóxicos. Nesse caminho tendem a tornar-se menos transparentes e mais insensíveis, o que faz com que, muitas vezes, percam os melhores profissionais, que percebem o clima e não se permitem adoecer juntos.

Empresas assiminternet bully tem dificuldades em crescer e culpam as pessoas por isso.

Quando essas empresas resolvem buscar ajuda, necessitam contar com  profissionais de um cenário externo,  que estão habituados a lidar com empresas nessa situação e sejam capazes de  identificar características de uma empresa adoecida.

Partindo por esse caminho, o próximo passo é a empresa  aceitar o diagnóstico e reconhecer os pontos apresentados, para que possam ser enfrentados.

Em seguida a empresa deve comprometer-se  com a mudança, envolvendo a todos nesse processo.

A consultoria externa, para que consiga implementar as mudanças necessárias, deverá trabalhar, paralelamente, o modelo de gestão e as  pessoas,  focando nas particularidades individuais  e nas questões  grupais e estruturais, buscando reavaliar junto às empresas, sua verdadeira visão,  missão, valores e o modo pelo qual se vê e é vista pelo mercado.

Apoiar empresas nesses processos de reestruturação tem sido o papel das consultorias de gestão, que precisam ser capazes de atuar com uma atitude independente: devem estar preparadas para se afastarem quando chegar o momento e confiarem que o que tiver que ser feito será.  Essa independência é fundamental para que possam lidar com a alta direção e dizer a ela o que vê, sem melindres, com muita franqueza.

Atuar junto a essas empresas é, fundamentalmente, fazer com que elas resgatem sua espiritualidade, ou seja, sua consciência de empresa-cidadã perante as pessoas e a sociedade,entendendo seu papel social e comprometendo-se com a manutenção de um clima saudável, que preserve a consciência, a moral e os valores e que não se permita intoxicar-se pelas dificuldades e nem intoxique quem faz parte dela.

QUAL O DIAGNÓSTICO ATUAL DA SUA EMPRESA?

newagent_remedio_empresa-e1404326994915

Carla Limongi

Sandra Faria

Compartilhe nas redes sociais

Deixe um comentário