É comum associar os conceitos de criatividade e inovação ao mundo das artes e a considerá-los expressão de ideias e ações muito originais. Contudo, no mundo empresarial, além de ser original, para se destacar uma ideia também deve ser adequada, ou seja, útil e executável.  De alguma forma ela deve oferecer alternativas acerca dos processos inerentes a cada negócio, contribuindo para melhoria contínua dos mesmos.

Não é nenhuma novidade que as empresas, ao buscarem novos talentos para integraram seus quadros, nutrem sempre o desejo de que esse novo colaborador que chega traga em seu repertório de competências, a capacidade de ousar, de pensar fora do quadrado e de apresentar ideias inovadoras, colocando à disposição da empresa o seu poder criativo.

É fato que o ambiente organizacional tem se  alterado,  nos últimos anos, muito em função das incertezas do mercado. E é nesse ambiente altamente volátil que a criatividade e a inovação precisam acontecer, contudo, o que a maioria dos gestores não costuma considerar é que ela fatalmente irá modificar os ambientes de trabalho e as atividades das pessoas. Essas mudanças incidem sobre o uso e interpretação da informação que é a base das ideias, e isto só é possível acontecer em ambientes flexíveis e abertos, que possam estimulá-la.

Fica cada vez mais evidente que as empresas, para se manterem competitivas no mercado, precisam de gente que tenha espírito inovador, que saiba imaginar e que consiga desafiar o convencional.

A capacidade criativa e inovadora é um talento que permeia processos de liderança, negociação, tomada de decisão, entre outros, que fazem parte do repertório de ações de nossos profissionais. Os profissionais com este talento desenvolvido  terão maiores chances de permanecerem e contribuírem com as empresas, desde que tenham espaço  e sejam motivados a explorarem esse talento.

O caminho para estimular ações inovadoras é dar autonomia às pessoas no que se refere aos meios, ou seja, ao processo, mas não necessariamente aos fins.

Autonomia no processo estimula a possibilidade de ir além, sair do convencional. Por exemplo, quando a empresa permite que os colaboradores participem e contribuam na tomada de decisão de como determinado trabalho deverá ser realizado, a empresa estimula o surgimento de novas ideias… o que por si só, já é um fator motivador, gerando nestes profissionais o sentimento de responsabilidade com o resultado.

No ambiente organizacional, os colaboradores serão mais criativos e inovadores quando:

Se sentirem motivados principalmente pela vontade, pela possibilidade de realização e por se sentirem desafiados.
Receberem, de fato, autonomia e estímulos compatíveis com sua capacidade.
Perceberem que empresas onde trabalham são capazes de deixar claro quais são seus reais objetivos.
Conviverem com líderes que reconheçam esforços inovadores e recompensem por isso.

Em contrapartida, empresas que estimulam a adoção de uma gestão pautada na pressão, levam seus colaboradores ao esgotamento…

Sem estímulo adequado … não há processo criativo.

 

Uma boa reflexão nos leva a pensar…

O modelo de gestão praticado em nossas empresas tem sido capaz de atrair e reter profissionais criativos e inovadores?

Será que estamos sabendo aproveitar o potencial inovador das equipes, a ponto de mudarmos os resultados em nossas empresas?

Pense nisso…#vempracontarh

 

Carla Limongi e Sandra Faria

Compartilhe nas redes sociais

Deixe um comentário