RACIONAL X EMOTIVO: QUAL HEMISFÉRIO DO CÉREBRO PREDOMINA EM VOCÊ?

Especificamente, quando nos referimos a líderes de equipe, facilitadores de trabalhos em grupo, instrutores de treinamento, questionamos: por que não pensam em ações estimulantes e inovadoras com frequência? Pois bem, para que possamos responder essa pergunta é necessário que entendamos, primeiro, como funciona nosso cérebro e como este funcionamento pode determinar o surgimento e a prática destas ações no nosso fazer diário.

O cérebro humano está subdividido em dois hemisférios, que armazenam e processam diferentes tipos de informações. Desta forma, o processo inovador está diretamente relacionado com nossos dois hemisférios cerebrais.

O Hemisfério Esquerdo (HE), responsável pela nossa Inteligência Analítica, é o lado prático e realizador. Está voltado para aspectos objetivos e racionais, sendo descrito como o lado analítico, cognitivo, verbal, numérico, linear, lógico e sequencial. Trata-se de aspectos dominantes em nossa cultura, o que faz com que sejamos pouco estimulados a buscar soluções que fujam do esperado.

A maioria das nossas ações diárias está formatada dentro de uma rotina quase “mecânica”, que não nos exige o esforço de um pensamento diferente para realizá-las. Contudo, em determinados momentos podem surgir novas circunstâncias que nos levem a pensar de maneira não rotineira e gerar novas possibilidades se quisermos realizar a ação.

Já o Hemisfério Direito (HD) é o responsável pela nossa Inteligência Criativa. Trata-se do lado inovador, voltado para aspectos abstratos e intuitivos. Esse hemisfério está intimamente ligado às atividades não rotineiras, inovadoras, já que é o lado subjetivo, emotivo, experimental e não verbal do cérebro, usando a imaginação para criar metáforas, fazer analogias e combinar ideias.

Essas características são pouco estimuladas e valorizadas em nossa cultura. Por isso, é muito comum nos depararmos com pessoas que não questionam e aceitam o já estabelecido como as melhores soluções para as demandas diárias, não se sentindo estimuladas para mudanças nem para criação de novos modelos ou de padrões mais eficazes. Quer um exemplo? Veja só:

 Meta: sair de casa e chegar ao trabalho, dentro do horário.

Rotina: fazer uso de ônibus para essa locomoção.

Obstáculo: ônibus atrasado

Possibilidades não rotineiras: aventurar-se a pedir uma carona a um estranho, chamar um motorista de aplicativo ou solicitar ajuda a um amigo.

Nessa situação exemplificada, todas as possibilidades de solução parecem óbvias, contudo, se não perdermos o medo de correr riscos ficaremos presos aos nossos bloqueios mentais que nos mantêm tranquilos em nossa zona de conforto.

Os dois hemisférios do cérebro estão presentes no ser humano e em qualquer ato de inovação. Para desenvolver ações ousadas e inovadoras é essencial a existência de um equilíbrio entre esses dois hemisférios, haja vista que sem o conhecimento, o racional, a ciência, o objetivo, ou, da mesma forma sem a intuição, o experimental, o uso de imagens e o subjetivo, dificilmente a pessoa vai encontrar soluções originais, racionalizar inteligentemente atividades ou realizar inovações no seu dia a dia.

Dentro desta proposta de equilíbrio dos hemisférios cerebrais reside um grande desafio para estes profissionais romperem seus medos e bloqueios mentais, a partir de um desejo pessoal e muita persistência, para se tornarem profissionais diferenciados naquilo que fazem.

Faça um teste, analise seu comportamento diário e descubra qual é o hemisfério que você mais utiliza. Depois conte pra nós o que descobriu.

Carla Limongi

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