ansiedade

Nos últimos dias temos nos deparado com vários depoimentos de famosos, dizendo que estão vivendo à base de antidepressivos e outros remédios mais, remédios esses que viraram verdadeiras muletas psicológicas para quase todos os nossos males.  Estatísticas atuais apresentadas pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas (Cebrid)  mostram que:

12% dos brasileiros sofrem com transtornos de ansiedade

5 milhões de brasileiros tem transtornos mentais entre moderados e leves

120 milhões de pessoas estão deprimidas no mundo

3,5 t do antidepressivo fluoxetina são consumidos por ano no Brasil

Muito bem,  você deve estar se perguntando: O que isso tem a ver com nossas empresas?

Simples: Provavelmente, grande parte dessas pessoas está inserida no mercado de trabalho e elas estão mais próximas de nós, nas nossas empresas, do que imaginamos…

Podemos perceber que sofrimento psicológico não escolhe classe social, o que você faz e  nem quanto dinheiro você tem. O que normalmente determina seu surgimento é a forma como as pessoas têm vivido suas vidas.  Mundo conectado, empresas pressionadas por resultado e tendo que se adequarem a  tecnologia de última geração, hiper conexões a todo instante,  e outros tantos estímulos midiáticos que fazem com que as pessoas não se desliguem, tem sido fios condutores de nossos comportamentos, diariamente.

Não é difícil imaginar que boa parte das doenças psicossomáticas atuais, podem estar ligadas a pressões impostas pelo modelo de gestão adotado pelas empresas.

artigo 2

Para dar conta de suportar toda essa sobrecarga de demanda, o que tem restado  a uma parte significativa dos profissionais de mercado é o consumo exagerado e muitas vezes sem controle,  desses medicamentos, o que, por sua vez,  tem afetado diretamente seus  desempenhos e consequentemente, o resultado das empresas onde trabalham.

Trata-se de um cenário desafiador para as empresas e seus gestores…

Diante disso nos cabe questionar:

As empresas tem se alertado para o surgimento de casos de doenças psicossomáticas entre os seus colaboradores?

Até que ponto os modelos de gestão, adotados por estas empresas, têm contribuído para o surgimento  desse comportamento?

Carla Limongi

Sandra Faria

Compartilhe nas redes sociais

Deixe um comentário