list_640pxEm uma sociedade onde o uso de celulares é cada vez maior e o acesso à internet se tornou uma realidade inquestionável,  as empresas se vêm às voltas com um grande dilema:

Como fazer com que seus colaboradores usem de forma racional e seguro essa tecnologia, indispensável para o dia a dia desses profissionais?

O fato é que, diante de tanto estímulo e de tamanha facilidade de acesso, o que se percebe é o usuário se sentindo “tentado” a todo o momento a navegar pela web, visitando sites e redes sociais, impulsionado por um desejo irresistível de “checar” a informação.

Em recente pesquisa realizada pelo CPDEC, 62% dos 800 profissionais entrevistados, afirmaram já ter presenciado situações de pessoas fazendo uso inadequado de recursos e materiais da empresa, para fins pessoais, o que, por certo, inclui os acessos à internet.

A maioria de nossas empresas tem estabelecido um código de conduta, especificando direitos e deveres dos colaboradores, delimitando as “regras” que deveriam normatizar esses comportamentos.

nomofobia-smartphoneNesse novo contexto, o que nos parece é que as regras estabelecidas, por si só, não conseguem mudar os hábitos de quem faz uso da web. A mudança de hábito deve passar, a priori, por uma conscientização sobre os prejuízos e riscos do uso inapropriado da internet, para as pessoas e para a empresa, levando-as a adotarem uma nova postura em relação a esta realidade, que garanta uma relação saudável entre as partes.

Segundo o pesquisador do Instituto de Psiquiatria da UFRJ e membro-fundador do Instituto Delete, Eduardo Guedes: “A dependência digital não está associada diretamente ao tempo dedicado aos seus dispositivos eletrônicos, mas sim a perda de controle na vida real, trazendo prejuízos nos campos pessoal, profissional, familiar, afetiva ou social”.

Essa compulsão ao uso abusivo da tecnologia já se tornou um transtorno, que chega de forma silenciosa e é conhecido como nomofobia, termo originado do  inglês no-mobile-fobia, que nada mais é do que o medo ou pânico de ficar longe do próprio celular.

Para minimizar os riscos de perda de foco por parte dos colaboradores, entra aí o fundamental papel dos donos, diretores e  gestores das empresas, não o de impor regras e obrigar o cumprimento, mas, de fato, o de formar consciência crítica nos colaboradores, sendo exemplo, para assim, sozinhos, tomarem as melhores decisões frente a essa questão emergente do uso racional de seu tempo, em prol dos resultados da empresa.

É responsabilidade dos profissionais de atuação estratégica nas empresas disseminar valores e atuarem de maneira coerente entre discurso e prática diariamente. E isso é feito mais pelo convívio do que por ensinamentos verbais. Ou seja, precisam ser aquilo que esperam de seus colaboradores.

Você, profissional que atua na gestão de sua empresa, acredita que faz um uso equilibrado da tecnologia e que pode servir de exemplo para sua equipe?

Carla Limongi

Sandra Faria

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