VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA VIVER UM RELACIONAMENTO AMOROSO NO TRABALHO?

A chance de encontrar alguém interessante no ambiente de trabalho é grande e mais comum do que imaginamos. Afinal, não conseguimos mandar nas coisas do coração, não é mesmo? Este ambiente nos propicia passarmos a maior parte do nosso dia em contato com diversas pessoas diferentes e interessantes que, por alguma razão, podem despertar em nós sentimentos que vão além de um simples convívio profissional.

Caso isso aconteça, qual deve ser a conduta adequada, tanto por parte da empresa quanto dos envolvidos? Em relação à empresa, ela deve deixar claro seu posicionamento, seja ele de ser favorável ou não a este tipo de situação, buscando definir claramente as regras internas e divulgá-las entre os colaboradores, explicando as razões e orientando quanto aos procedimentos que devem ser adotados pelas partes envolvidas.

O que se percebe é que há ainda muitas empresas que acreditam que administrar relacionamentos entre colegas já é um desafio, ainda mais se considerar que este colega se torna um par amoroso. Por esta razão preferem adotar políticas que coíbam este tipo de relacionamento, para se prevenir de possíveis desgastes relacionais e, assim, concentrar o foco de seus colaboradores nas questões profissionais, na produtividade esperada.

Do outro lado da questão, quando nos referimos aos colaboradores envolvidos partimos do princípio que é necessário que saibam tratar a situação com maturidade e bom senso, para que ela não saia do controle e venha a comprometer a conduta profissional dos dois.

Uma vez que o casal decida firmar o relacionamento e tornar essa situação do conhecimento de todos, precisa levar ao conhecimento da direção da empresa a seriedade da relação rapidamente, para evitar fofocas e informações desencontradas. Essa ação demonstra seriedade e cuidado tanto com a imagem pessoal quanto com a imagem da empresa.

No caso de casal formado por líder e liderado (a), os mesmos devem buscar junto à empresa alternativas internas que minimizem essa subordinação, como a transferência de um dos dois para outro departamento, por exemplo. Se isso não for possível, o casal deverá ficar vigilante em relação às suas condutas, evitando situações que possam passar a ideia de proteção ou favoritismo, por parte do líder, considerando os demais colaboradores de sua equipe.

Para que não haja uma potencialização desta situação no ambiente corporativo, listo abaixo algumas situações que devem ser evitadas pelo casal:

– Mudanças na postura profissional em função do relacionamento: deve-se buscar manter a mesma forma de relacionamento que existia entre os dois, anterior ao relacionamento amoroso.

– Isolamento do restante da equipe: pode acontecer de o casal se isolar do restante da equipe, o que passa a não ser visto com bons olhos pelos demais. O ciúme pode atrapalhar as relações profissionais.

– Contato físico mais explícito: demonstrações de carinho como beijos e abraços não devem acontecer, a fim de evitar situações embaraçosas e constrangedoras.

– Uso de canais internos de comunicação para tratar de assuntos pessoais, no horário de trabalho: caso a comunicação seja estritamente necessária deve-se utilizar canais particulares para este fim.

– Exposição de intimidade do casal aos demais: essas questões não dizem respeito ao ambiente profissional.

Sem dúvida, este é um assunto que divide muito as opiniões, mas que não pode ser ignorado, uma vez que as empresas são formadas por pessoas, o que envolve, por si só, relacionamentos e afetos. Acredito que. diante do que foi dito, a palavra de ordem para a busca da manutenção da harmonia seja o bom senso. Tanto as empresas quanto os profissionais precisam lidar com estas situações de maneira saudável, sem transformá-las em momentos desagradáveis, constrangedores e discriminatórios.

Nossa experiência à frente da Contarh Consultoria nos credencia a relatar que já acompanhamos inúmeros casos como esses, com nossos coachees e mentorados, orientando-os e conduzindo-os na busca do centramento necessário para se posicionarem de maneira coerente e profissional no enfrentamento das situações. E você? Está vivendo ou já viveu algo assim no trabalho? Saiba que os processos de coaching e mentoria podem ser úteis nessa situação.

Carla Limongi

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